Desenvolvimento do Capitalismo
O capitalismo já nasce com uma vocação global. Sua idéia é aumentar, expandir, pois precisa sempre de novos mercados, matéria-prima e mão-de-obra.
O Império Romano se expandiu e demarcou suas fronteiras. Depois, se estabilizou e ficou na boa produzindo. Mas, como pararam de se expandir, começaram a ser atacados por estrangeiros que queriam território. As cidades começaram a se fechar e formaram-se os feudos.
O escravismo não podia ser usado no feudo, onde uma revolta era difícil de conter, por ser muito pequeno. Então o senhor feudal fazia acordos com o povo, onde eles tinham que produzir para ele, em troca de terra e proteção, era a servidão. Com o tempo, havia muita produção excedente, que começou a ser trocada entre feudos. Surgiram vilas de comerciantes, os burgos, que faziam as trocas de um feudo para outro, colocando nos produtos, um preço abstrato. Iniciou-se o comércio especulativo (o gérmen do capitalismo). O rei cobra impostos dos burgueses, surge o dinheiro e os bancos. A organização social muda e o capitalismo começa. A nova lógica era acumular dinheiro e os burgueses começaram a fazer revoltas para ter poder político. Surgem novas religiões, que incentivam a acumulação, como o protestantismo. Começam a aparecer os Estados Nacionais (países). Os burgueses pressionavam os nobres, que faziam projetos como as grandes navegações (boas para a burguesia).
Primeiro, há o capitalismo comercial. Nele, há:
- metalismo: a riqueza e o poder de um país eram medidos pela quantidade de metais preciosos que possuíam. Eles eram a base do desenvolvimento econômico.
- acumulação primitiva: acumulação por espoliação (roubo). Pegavam as coisas sem dar nada em troca. (Iam nas colônias e pegavam suas riquezas). As explorações da escravidão e das riquezas naturais fazem parte da acumulação primitiva.
- mercantilismo: se baseia na balança comercial favorável (vender mais do que comprar) e no colonialismo. O Estado interfere na economia para garantir essas duas coisas e aumentar o poder dos Estados Nacionais. Foi importante para o desenvolvimento do capitalismo, pois permitiu grande acumulo de capitais na mão da burguesia, que possibilitou o aparecimento das indústrias (investiam o dinheiro que tinha em novas técnicas)
Com o investimento burguês em novas técnicas, acontece a Primeira Revolução Industrial, que marca o início do Capitalismo Industrial. Suas características:
Aumenta a capacidade de transformação da natureza por meio da utilização de máquinas que funcionavam com a queima de carvão. O lucro dos países aumenta. A circulação de pessoas e mercadorias aumenta e se acelera com os novos transportes movidos a vapor (trem e navio).
Nessa fase, o lucro provém da produção de mercadorias. Ganhava com a mais-valia (o tempo a mais que o operário trabalha “de graça” [ele trabalha, por exemplo, por 2 horas para produzir o valor equivalente a seu salário, o resto do tempo, é lucro pro dono da fábrica]). O regime assalariado é, assim, o trabalho mais adequado para o capitalismo (já que escravos não ganhavam e por isso não compravam).
Nessa etapa, o Estado não intervém na economia, que funciona segunda a lógica do mercado, guiado pela livre concorrência. Havia então a doutrina do liberalismo.
A produtividade aumenta e a divisão do trabalho se aprofunda. Acontece a Segunda Revolução Industrial que dá origem ao capitalismo financeiro.





